Carta às minhas patologias

“Querida ansiedade, depressão, stress e tudo o que vem daí,

Eu bem sei que gostas de estar no cafofo dentro do meu corpo. Gostas quando sei que estás aí porque fazes sempre questão de me fazer sentir. Sabes que te dei um nome? Chamei- te Gremlin. Se me vieres perguntar porquê, não sei nem te quero responder!

Mas uma coisa sei: não te devo nada, nicles, nadinha. Queres andar a vaguear na minha mente como o Grinch quer estragar o bem-estar natalício das crianças felizes? Vai em frente. Eu e tu sabemos que só fazes isso porque queres a minha atenção.

Pensando bem, também podes ser um Gremlin querido porque me ajudas a ouvir o meu corpo. Mas isso são exceções durante todo o ano! Maldito Gremlin. Sabes bem as minhas vulnerabilidades.
Sei também que mesmo que te coloque uma mordaça bastam milésimos de segundos para que te rias do meu controle mental e me faças ver que não foste embora afinal de contas.

Decidi hoje que não me apetece dar-te mais atenção. Não me a-p-e-t-e-c-e. Então vou te propor uma coisa: consegues ser um Gremlin querido durante mais dias do meu ano?

É que vou explicar uma coisa que aprendi contigo: vais gostar sempre de estar aí, e ainda bem! Às vezes és necessário. Por mais que te queira chamar nomes e dar-te uns valentes pontapés, decidi que te vou deixar aí sem TE dar importância.
Obrigada por toda a dor que me fizeste sentir porque me tornou quem sou hoje.

Toma agora um pontapé e volta sempre.

Sem mais nada a acrescentar,
Um valente abraço da tua mente.”

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