Um apelo ao cansaço dos pais

Se há coisa que se repara nos dias de hoje, é o cansaço dos pais.

Não sei até que ponto ‘adiantam’ as 1000049 reuniões que têm, onde se fala em paciência, afecto, mais atenção aos filhos, quando os próprios pais não têm todas essas coisas para eles mesmos.

Vejo isso no meu dia-a-dia ao deixarem os filhos na escola e ao buscarem os filhos à escola. Dão um beijinho de despedida mas provavelmente já seguem a pensar no stress que vai ser o resto do dia. Quando os vão buscar à escola vão contentes, mas provavelmente com um pensamento inconsciente “não te portes mal por favor, preciso descansar quando chegar a casa e não vou aguentar mais uma birra” ou “que mal fiz eu a Deus para que ele/ela não se porte bem?”.

Tudo muda quando se têm filhos. E os filhos sentem (são como pequenas esponjas matreiras).

A questão fulcral é essa. Onde vai parar o espírito genuíno das crianças que ao fim do dia querem contar tudo o que aconteceu na escola à velocidade de um piloto de Fórmula 1, se sentem que não conseguem ser ouvidos?

Na mente dos pequeninos, desenvolvem-se ansiedades, medos, expectativas, agressividade, tentativas sem sucesso de perceber onde se encaixam no mundo e por vezes na família…

Eles são pequeninos, mas têm sentimentos enormes, que nem eles próprios sabem onde encaixar. São os espelhos dos pais!

Reparem, este texto não é uma crítica ao cansaço dos pais (todos sabemos o estado do nosso País e os esforços que temos que fazer para garantir segurança nos trabalhos), é um apelo!

“Antes de uma empresa falir, a mente dos seus executivos entra em colapso. Antes de os profissionais liberais serem excluídos do mercado, a sua mente torna-se rígida. Antes de o romance fracassar, as emoções do casal entram em decadência. Do mesmo modo, antes de as pessoas desenvolverem doenças psicosomáticas, a sua própria psique e o seu corpo gritam por socorro, porém não são ouvidos. E, antes de falharem na formação de filhos e alunos, pais e professores actuam como meros manuais de regras e não como estimuladores da arte de pensar” (Augusto Curry).

Portanto… Pais: por favor, tomem conta de vocês mesmos , vão ver que tudo melhora.

(Mesmo nos dias em que parece que a Primavera não chega)

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Porque é que o meu filho não me obedece?

Uma criança dita saudável,  é autónoma e desenvolve comportamentos adaptativos nos primeiros anos de vida.

Pode não se tratar de desobediência mas de um comportamento normal fruto do desenvolvimento da autonomia de cada criança em certos casos.

O que dispara o alarme é quando a situação de desobediência se torna constante.

“Não mexas nisso. Não faças isso. Não me interrompas. Nao te sentes. Não vistas isso. Não vais ver televisão. Não fizeste os tpc’s? Já disse que não. Não não e não.”  E vamos por aí fora…

A questão não está na palavra não.  Está no uso da palavra não. Esta palavra entra em desgaste como a sola dos nossos sapatos.

É muito mais fácil dizer à Maria “não comas isso são quase horas de jantar”- A Maria vai fazer exactamente o contrário e vai comer o pacote todo de bolachas. Quem vai ganhar essa guerra?

E depois existe a questão do não do lado da mãe e o não do lado do pai. Muitas vezes não há um consenso no uso da palavra e eles sabem muito bem a quem recorrer.

Tentem conciliar o que acham importante implementar como regras e limites aos vossos filhos, JUNTOS. Experimentem mudar o sentido das frases para que a primeira palavra não seja sempre não:

Em vez de “Não vás ver televisão”, experimentem “Queres ir fazer umas bolachas para levares amanhã para a escola?”

Tentem incutir este espírito nas frases pequenas para que a primeira resposta não seja logo não.

O não deveria ser usado como os ingredientes da cozinha: com doses contadas à grama…

O que é que o Coaching tem a ver com as estações de comboio? Ou consigo?! Se não sabe, veja aqui.

(texto adaptado de José Almeida)

A maior parte dos dias temos uma rotina matinal. Depois dessa rotina, atiramo-nos a correr como loucos até chegar ao comboio. Ficamos parados muitas vezes por 1 minuto de atraso. Um pequeno e singular pormenor diferente nessa rotina matinal.

Muitas vezes na vida paramos e lá ficamos.

Somos bons profissionais (nem que seja pela corrida até à estação) e mantemos um sorriso no rosto enquanto tudo está a desmoronar.

Vejam agora esta história:

” Um dia, chegamos a uma paragem chamada sucesso. Ela tem o seu encanto, o nosso ego gosta e decidimos sair e ficar ali por um bocadinho.

A paragem do sucesso é um sítio atractivo.

No final das contas, caminhámos tanto para lá chegar que merecemos uma pausa. E se bem o pensamos assim o fazemos. Ao fim ao cabo a paragem do sucesso tem tanto para nos oferecer…

O bocadinho passa a bocado, o bocado passa a bocadão e quando damos conta ali ficámos.

O sucesso começa a perder o seu embalo, começamos a sentir que estamos parados há demasiado tempo e decidimos que talvez seja altura de nos colocarmos ao caminho mais uma vez.

Só que desta vez o autocarro chega e nós nem o conseguimos apanhar.

Estranhamos, mas não faz mal, deve vir outro a seguir.

Esperamos mais um tempo, e vem outro comboio, ele é demasiado rápido para nós.

Ainda tentamos levantar-nos do banco onde estamos, mas o tempo que levamos faz com que o percamos novamente.

Mas que raio, pensamos nós, engordamos ou quê?

Porque é que uma paragem teve consequências tão nefastas?”

Não é novidade que as conversas de café são sempre as mesmas. Odeio isto, trabalho que nem um burro e não ganho dinheiro nenhum. Não tenho tempo para a família, não posso mudar de trabalho porque até nem ganho mal e sem aquele dinheiro não sei o que faria. Onde foi parar o sonho? Quando é que deixaste de te aventurar?

(Há quem lhe chame crise da meia idade)

Isto repete-se vezes sem conta.

Todos os dias encontramos profissionais de sucesso que lutaram! Da mesma forma pararam de lutar e deixaram de fazer as coisas que os levaram lá.

Porque ele/ela tinha uma garra que agora já não tem ou por alguma razão,Resultado de imagem para coaching já não mostra.

Inevitavelmente, reiniciar é o pior pesadelo.

Como voltar a colocar  essa motivação asem andamento? Como impedir que as que já lá estão penduradas por um fio, caiam?

Se manter as suas estrelas de motivação é algo que o/a preocupa, tenho a melhor notícia para si: marque as sessões de life coaching comigo.

Acredite porque eu já o fiz também!

20 perguntas alternativas ao “Como correu a escola?”

Mal se apanham os miúdos a partir das 16h há sempre a mesma pergunta: “como é que correu a escola?”

Vamos ousar ser diferentes! Há um turbilhão de emoções que os vossos filhos enfrentam num dia de escola. Depois desta pergunta claramente que a resposta vai rondar o “bem”, “mal”, “olha, lá correu!”.

… E ainda depois disso há por parte dos pais, o querer esmiuçar até à última este tipo de respostas. Reparem: são perguntas que por vezes não deixam margem de resposta.

Cabe aos pais a ousadia de serem diferentes. Inovem nas perguntas! As crianças são criativas e ficam deliciadas com perguntas diferentes.

Alguns exemplos:

  1. O que te fez sorrir hoje?
  2. Viste alguém a ser simpático na escola?
  3. Todos os teus amigos tinham alguém com quem brincar na hora do recreio?
  4. Sobre o que era o livro que a professora leu?
  5. Que história gostavas que te lessem?
  6. O que fizeste de criativo hoje?
  7. Qual é a coisa que toda a gente gosta de brincar no recreio?
  8. Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
  9. Ajudaste alguém hoje?
  10. Com quem te sentaste à hora do almoço?
  11. Houve algo na escola que não percebeste muito bem?
  12. Quem te inspirou hoje?
  13. Qual foi a melhor e a pior coisa do teu dia até agora?
  14. Dá uma nota para o teu dia entre 1 e 10.
  15. Houve algum momento hoje que precisaste de ter muita coragem?
  16. Gostaste da comida do almoço?
  17. Que perguntas fizeste à professora hoje?
  18. Qual foi a regra mais difícil de obedecer hoje na escola?
  19. Ensina-me alguma coisa que eu não saiba e tenhas aprendido.
  20. Se pudesses mudar uma coisa no teu dia o que seria?

Para crianças mais velhas:

  1. Qual é a melhor forma de te preparares para os testes?
  2. Como te sentiste ao saberes responder à questão da aula?
  3. O que fez a professora ficar irritada nas aulas?
  4. O que fez sua professora ficar contente hoje? Percebeste?
  5. Que nota dás ao teu dia até agora?
  6. Ajudaste alguém que precisou?

“EU quero JÁ!” A manipulação das crianças

A manipulação das crianças não é um assunto novo.

Quem nunca ouviu este tipo de frases seguidas de birras e berros e pernas no ar com mortais encarpados?

Eu acabei de ouvir no supermercado.

As crianças com este tipo de comportamentos não têm autocontrolo sobre os seus impulsos, o que leva a um nível de frustração elevado quando as vontades não são imediatamente satisfeitas pelo adulto.

Sendo assim, vão fazer tudo o que têm ao seu alcance para levar a cabo as suas vontades.

Qual é o primeiro impulso?

Toma e não chores mais que estou cansado e não aguento mais? Ou por outro lado, toma e levas com um berro ainda maior, para vermos quem manda aqui nos decibéis?

Enquanto não existirem limites bem estabelecidos e um diálogo aberto para criar consciência nas crianças, elas levarão a cabo e terão a segurança de que irão cumprir os seus desejos/vontades.

O trabalho do seu filho é testar os seus limites e o seu trabalho ė defini-los para que a criança os respeite.

 

 

 

Quando é que os pais acham que devem procurar a ajuda de um psicólogo para os seus filhos?

15078698_962263653878493_1058092581252962647_nDiferente do adulto, a criança pode demonstrar que precisa de ajuda quando apresenta alterações no seu comportamento e/ou novos sintomas físicos.

Deixo aqui 7 indícios que podem ajudar a identificar esta necessidade:

1- Tristeza, choro compulsivo ou mudança de comportamento;
2- Distúrbios físicos (problemas com alimentação, descontrolo do sistema intestinal, ansiedade, irritabilidade, problemas de sono,…);
3- Ficar doente com frequência;
4- Dificuldades na socialização (timidez excessiva, conflitos com amigos, dificuldade na interação social, mutismo seletivo,…);
5- Compulsão alimentar;
6- Agitação e falta de concentração;
7- Agressividade e intolerância.

Se tem dúvidas em como lidar com alguns destes indícios, pergunte. Estarei aqui para tirar todas as dúvidas.
Um abraço!

Carta às minhas patologias

“Querida ansiedade, depressão, stress e tudo o que vem daí,

Eu bem sei que gostas de estar no cafofo dentro do meu corpo. Gostas quando sei que estás aí porque fazes sempre questão de me fazer sentir. Sabes que te dei um nome? Chamei- te Gremlin. Se me vieres perguntar porquê, não sei nem te quero responder!

Mas uma coisa sei: não te devo nada, nicles, nadinha. Queres andar a vaguear na minha mente como o Grinch quer estragar o bem-estar natalício das crianças felizes? Vai em frente. Eu e tu sabemos que só fazes isso porque queres a minha atenção.

Pensando bem, também podes ser um Gremlin querido porque me ajudas a ouvir o meu corpo. Mas isso são exceções durante todo o ano! Maldito Gremlin. Sabes bem as minhas vulnerabilidades.
Sei também que mesmo que te coloque uma mordaça bastam milésimos de segundos para que te rias do meu controle mental e me faças ver que não foste embora afinal de contas.

Decidi hoje que não me apetece dar-te mais atenção. Não me a-p-e-t-e-c-e. Então vou te propor uma coisa: consegues ser um Gremlin querido durante mais dias do meu ano?

É que vou explicar uma coisa que aprendi contigo: vais gostar sempre de estar aí, e ainda bem! Às vezes és necessário. Por mais que te queira chamar nomes e dar-te uns valentes pontapés, decidi que te vou deixar aí sem TE dar importância.
Obrigada por toda a dor que me fizeste sentir porque me tornou quem sou hoje.

Toma agora um pontapé e volta sempre.

Sem mais nada a acrescentar,
Um valente abraço da tua mente.”

Adolescentes, suicídio e a nova série explosiva chamada “13 reasons why”.

Hoje venho falar de outro tema tabu… O suicídio entre nós e mais especificamente na adolescência. Como podemos utilizar a tecnologia para acessar pe13 razoes pqnsamentos e sentimentos dos adolescentes?

Sabiam que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, regra geral existem suicídios a cada 40 segundos por todo o mundo? Dá que pensar…

Pouco se fala sobre este tema. Na maior parte dos casos por medo. Medo de que se fale sobre o assunto e este se torne real ou seja concretizado.

Deixem-me que vos diga que é real. Muito real! Por muitos considerada uma epidemia silenciosa. As pessoas precisam saber falar sobre o tema de forma cuidadosa para entender os pedidos de socorro e desespero que são feitos.

O porquê desta série? Tem causado um ‘boom’ de opiniões desde que iniciou a emissão. A questão em causa não é se os pais irão ou não deixar os adolescentes verem a série, não é nesse ponto que vou aprofundar esta questão (até porque sabemos que eles de uma forma ou outra acabarão por vê-la em todo o mundo).

Quero-me focar em como podem falar com eles sobre a série e consequentemente, como podem falar sobre temas que não são falados tanto quanto se desejaria.

Esta série revela temas importantes e muito discutidos actualmente: bullying, suicídio, violência no namoro na adolescência, entre outros.

Sendo que estamos na era tecnológica vamos pensar em conjunto: como podemos usar estas séries como um recurso ou uma ferramenta para falar com os adolescentes?

É interessante falarem sobre como se sentiram ao verem este tipo de séries, ou como se sentiram a ler o livro que gostaram. Porque verdade seja dita, é difícil por vezes conversar com um adolescente. Estão cansados de pessoas que os criticam e sentem-se na maior parte dos seus dias, incompreendidos.

Quando um adolescente conta alguma coisa, devemos parar e ouvir. Devemos valorizar ao máximo o que nos dizem. Na série, Hannah, a protagonista que se suicída, refere muitas vezes que: “é um fardo para os pais”; “sinto-me perdida”; “não me importo com mais nada”; “preciso parar com tudo, com a vida”, etc.

Vamos pensar em paralelo com o nome da série, em 13 razões sobre como falar com os vossos filhos sobre estes temas:

P.S. Aviso que não vou ser spoiler e contar a série.

1- Que tipo de coisas te motivam a querer começar algo de novo?

2- O que achas interessante e que vai de encontro à vida que sonhas ter?

3- Sentes-te culpado(a) por alguma coisa?

4- Há algo que aches que possamos falar em conjunto?

5- Como é que reages ao que te preocupa?

6- Se fosses outra pessoa, o que te dirias nessa situação?

7- Que tipo de elogios (na série, um pacote de elogios) gostavas que te fizessem nessa situação?

8- Se pudesses escrever uma carta (no caso da série, um poema), o que escreverias?

9- Como é que tens ajudado quem está à tua volta? Como gostas de ser ajudado?

10- Sentes que recebes ajuda de quem gostavas de receber?

11- Quais são os teus valores?

12- Quais são as tuas redes de apoio e confiança?

13- Quando sentes que a tua vida está um caos, qual é o teu primeiro pensamento? Como te sentes com isso?

O suicídio tem uma taxa bastante alta entre os adolescentes. Não vamos olhar para isto como um assunto tabu. Vamos iniciar a educação sobre emoções que tanto tenho vindo a falar.

Acredito que o meu trabalho pode ajudar algumas pessoas.

E acredito que devemos trabalhar em conjunto e com um propósito de vida.

Se conhecem alguém que possa indicar ou dar sinais de suicídio, procurem ajuda.

 

Um dia destes… dá- te um click.

Qualquer dia destes dá-te um click.goals.png

Vais acordar e realizar o que é importante e o que não é.

Aprendeste a preocupar-te menos com o que as pessoas acham de ti e mais com o que pensas de ti próprio.

Realizas o quão longe chegaste e lembras-te de quando as coisas estavam um perfeito novelo de lã e achavas que não ias conseguir recuperar.

E vais-te rir.

Vais sorrir porque vais estar realmente seguro de ti mesmo e da pessoa que lutaste para ser.

Vais rir porque conquistaste tudo o que querias.

Vais rir.

Ponto.