A eterna insatisfação de se ser adulto

Adoro o que faço.  Adoro ser psicóloga e ser psicóloga implica ter um ouvido 100% atento e um olho 100% observador.

Por isso, quando trabalho com crianças, vejo a eterna alegria imaculada. Pouco lhes derruba a fé por maior que seja o problema.

Com adultos é diferente. Actualmente somos adultos e eternos insatisfeitos.
Preocupamo-nos demais com as críticas dos outros e com o porquê de A ou B. Em vez de imaginação, o adulto vemos o problema, indepentemente das razões.

As questões que colocamos não passam na maior parte das vezes por uma solução.  Ficam-se na interrogação e a interrogação não leva à acção, devido ao medo.

E o problema é esse. Quando começamos a perceber o que correu mal. Ou o que fizemos mal. Quase como descascar uma cebola… as camadas são vistas como erros, memórias doem e levam-nos a voltar atrás nas recordações.

Da mesma forma que uma criança constrói com aguarelas o seu mundo ideal, devíamos perceber que também somos capazes de o fazer. Pensar no que fomos capazes até hoje, pois somos capazes de tudo. Até de construir um palácio com aguarelas às pinceladas se quisermos.

Eu comecei a tentar deixar de perceber o porquê. O que me importa agora é saber que aprendi com os erros e decidir ser e fazer cada dia melhor.

Porque não começarmos já?

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